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sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Magia


Quando a "magia" entra na nossa vida, vinda de onde for, ela nos modifica de tal forma que olhada de longe dá pra ver, e de perto contagia.

A "magia" nos traz felicidade, força, disposição pra passar por qualquer dificuldade, por qualquer desafio, por maior que seja, por mais intransponível que pareça. Ela nos faz ir além.

Quando a "magia" vem transforma o mundo, faz as cores ficarem mais vivas, os cheiros mais fortes, as músicas tomam um novo sentido e o sol fica mais quente. Ela ilumina e anima e incentiva e joga a vida pra cima. Me agrada a "magia".

Experimentei algumas de suas facetas. Hoje vivo uma das mais intensas, talvez a mais poderosa delas. Continuo não gostando de flores ou serenatas no meio da mata em noite de luar, mas coisinhas que antes via como bobas hoje falam comigo e me tocam.

Penso que fui tomada de assalto. Não assalto violento, mas de um calmo e tranquilizante assalto.

Como aconteceu não sei, só sei que é mágico.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Recomeçar (de novo)


2009 chegou. E chegou trazendo aborrecimento.

Passei o último dia do ano de 2008 pintando casa, fazendo pão e massa de salgadinho, tomando banho e me arrumando pra passar as últimas horas na igreja. Lá recebi o novo novo pedindo e agradecendo a Deus pelas bençãos recebidas, por minha vida e pelas pessoas que quero bem, lá assisti a uma queima de fogos. De lá tomei um táxi e vim pra casa com minha mãe. Daí abri o ano pisando em um prego, assando pão, fritando salgadinho e preparando limonada pra logo em seguida brigar com namorado. VIVA A CHEGADA DE 2009!!!

Me intriga a comoção das pessoas na virada de um ano para o outro. Vejo pessoas extasiadas, vejo pessoas entristecidas, mas não sinto nada com um simples mudar de data.

Não sei ao certo se minha pouca empolgação é devida a falta de visão fantasiosa do futuro ou se, saber que a contagem do tempo é apenas uma invenção dos homens para controlar a natureza.

Recomeçar.

Recomeçaram as comilanças dos festejos, as discussões dentro dos relacionamentos, as cobranças, as decisões, as topadas e leves machucados físicos como a janela que há pouco prendeu meu dedo indicador. Tudo de novo, de novo!

É 2009, tempo de recuperar o corpinho perdido no Natal 2008, tempo de recuperar a auto-estima perdida no dia 31 de dezembro de 2008 ao ver que aquele vestidinho liiiiiiiiindo não entra mais em você (bendito Natal!!), tempo de viver melhor com você e com quem você ama, tempo de estar realmente com Deus.

Enfim...

FELIZ 2009!!!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Fim


Sensação de perda e fracasso são o que ficam no fim de uma relação. Alguns se deixam levar fortemente por tias sentimentos entrando em depressão. Não que não deprima mesmo, mas pela força do fim.

Quando um bom filme acaba com final feliz nos sentimos esperançosos, ao término de uma deliciosa refeição somos recompensados com uma suave sensação de prazer, ao fim de uma situação tensa sentimos o quão bela é a vida. Com o final de um relacionamento é o contrário.

Sentir que o chão sumiu, que todas as flores são cinzas e que a vida não tem mais sentido (para alguns) passa, porém, até lá, o que nos invade é a dor.

A dor, mecanismo físico de alerta, é cruel. Ela ataca de uma vez espetando com toda força, ódio e fúria, sua espada no mais sensível dos orgãos: o coração. Ao acertar o coração todo o corpo entra em colapso.

Vejo o amor como vejo um vício. A falta do amor faz o corpo reagir. Acelera, fica lento, fica alerta, se anestesia. O exercício dele, ou seja, seu uso regular e contínuo faz o corpo se iluminar. A pele e o cabelo ficam mais bonitos, o sorriso mais largo e constante: felicidade. (Ser deixado) Deixar o amor traz: raiva, calafrios, angústia, sudorese, frio, ódio, sono, insônia, choro: desintoxicar-se de uma droga.

Amor mexe diretamente com o corpo. Com o corpo e com a mente.

Seres racionais são amantes equilibrados, calibrados e certificados. Nada mais intrigante que o amor. Pensemos a respeito!

Seres sentimentais são amantes intensos, agressivos e imprevisíveis. Nada mais intrigante que o amor. Nos apaixonemos!

Boa notícia: todos amamos/amaremos.

Péssima notícia: todos amamos/amaremos.

Tudo que já passamos/passaremos nos fez/fará crescer?

Tudo que passamos/passaremos nos fez/fará bem?

O que o futuro nos reserva?

Quem souber responder me dê, imploro, a soluçõ da questão que hoje me assola.

No início e no fim a mesma pergunta: " E daí?"

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Incapaz

Você é incapaz de entender que nem todas as cores são coloridas, que nem todos os sons são audíveis, que nem toda brisa refresca.
É incapaz de compreender que nem toda linguagem comunica, que nem todo desespero é aflito, que nem toda flor é bonita.
Você é incapaz de entender que nem todo sentimento é falado, que nem todo abraço verdadeiro é dado, que nem toda comida tem sabor.
Incapaz de ver o maior dos gestos, de sentir que no mundo habita o afeto, de ver o que existia lá dentro.

Nem todo azul é azul nem toda maçã é maçã, nem toda água molha ou fogo queima.
Nem todo pedido é concedido, nem todo deus é verdadeiro, nem toda força é bruta.
Nem toda árvore devolve oxigênio, nem toda arma recolhe a vida,
Nem toda guerra é ássassina.

INCAPAZ!

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

NÃO PÕE A MÃE NO MEIO, MENINO!




Quantas vezes você já ouviu a clássica frase: "- Tira a mão daí, menino!" ou mesmo: "- Não coloca o dedo aí, garoto!" ? Hoje venho proclamar, e declarar a seguinte: "-NÃO PÕE A MÃE NO MEIO, CARA!"


Não há nada mais irritante, e consequentemente brochante, do que no meio do amorzinho vai-amorzinho vem, lindinho vai-lindinha vem, a criatura de Deus Pai tascar o nome da mãe no meio! Tremendo tonel de água fria!


Divinizar a figura materna, ainda que sem querer, causa asco, ódio e constrangimento momentâneos. Para ilustrar melhor a cena viaje comigo. Você e seu pedacinho de céu gozando do mais belo cenário paradisíaco, "perdidos em meio ao mar e florestas, sozinho sem barulho de buzina, sozinhos sem o cheiro da cidade, sem celular ou chefe no meio do sábado à noite. Você e ele sozinhos. Sozinhos... sozinhos...sozinhos! Sozinhos? Há! Há! Há, cara colega iludida! Isso é o que você pensa! O bonitinho esqueceu de avisar que a mãe dele não está lá muito bem e que teve que ir junto mas que está quietinha na barraca. Esqueceu de avisar também que terá que ir embora mais cedo pois mamãe não pode se expor a friagem. Filho da... da mãe!


Minha porção mulher não entende compreende a razão dos garotões se comportarem dessa maneira. Talvez pensem que ficaremos com pena deles e assim darem os o colinho que tanto amam, ou talvez a intenção é que nos façamos de voluntárias para cuidar da distinta senhora. Mas a verdade é que nos enoja, afasta e nos faz ver que esse homem quer ver em nós uma segunda, terceira, quarta mãe.


Minha porção homem diz: meninos sempre serão meninos, meninas um dia serão mulheres. Mulheres são preparadas durante toda a vida para cuidar (e formar) de crianças. Mulheres se apaixonam por meninos (vício!!) Meninos amam suas mães (outro vício).


Brochante, afastador, congelante, irritante é ter no meio da (futura e/ou ex-futura) relação a figura da (futura e/ou ex-futura) sogra tão presente.


Meu conselho para você, rapaz: NÃO PÕE A MÃE NO MEIO, MENINO!




Boa semana para vocês!




***DESENCANA GAROTA!***