terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Palavrinhas


URSO pelado sai do bosque

Porque a COBRA vai fumar.

ROBÔ abre os olhos

Faz teu corpo BALANÇAR.


Na MOCHILA dos meus pensamentos

Vejo meu CHINELO caminhar.

As pessoas saem do COMPUTADOR

Meus miolos vão FRITAR!


Tenho BOLAS em minhas mãos,

Mas é melhor guardar meu CASACO.

Cheias estão as linhas do meu CADERNO

A CANETA vazia.


IDIOTAS são os que pensam

Só em BOBAGEM.

Planeta TERRA chamando, ouça!

Ei, VOCÊ, vê se me erra!


Jujuba foi falando

Eu escrevendo, anotando.

Palavrinhas juntas como vagão

Dos nossos trens internos.

Me Chama


Vai, me chama pra dançar! Me chama
Pra pular, me chama
Pra percorrer as ruas ao seu lado,
Me chama
Pra ser seu par, sua dama.

Me chama pra sair, me chama vai!
Pra caminhar sem rumo, me chama
Pra rir livremente, me chama
Pra brecarmos nossas mentes.

Vai, me chama! Pra um fim de semana
Me chama
Pra comer algodão doce, me chama
Pra agirmos feito crianças, me chama.
Pra qualquer lugar que fosse com você eu iria.

Me chama! Me chama, vai!
E acende de vez a chama
Que a brasa insiste em fazer arder.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Ei!


Cala a boca, por favor

Não ouço meu pensamento!

Respeito sua dor

Respeite meu sentimento.


Cala boca, por favor

Tenha um pouco de consciência!

Respeito seu medo

Respeite minha inocência.

Fim


Sensação de perda e fracasso são o que ficam no fim de uma relação. Alguns se deixam levar fortemente por tias sentimentos entrando em depressão. Não que não deprima mesmo, mas pela força do fim.

Quando um bom filme acaba com final feliz nos sentimos esperançosos, ao término de uma deliciosa refeição somos recompensados com uma suave sensação de prazer, ao fim de uma situação tensa sentimos o quão bela é a vida. Com o final de um relacionamento é o contrário.

Sentir que o chão sumiu, que todas as flores são cinzas e que a vida não tem mais sentido (para alguns) passa, porém, até lá, o que nos invade é a dor.

A dor, mecanismo físico de alerta, é cruel. Ela ataca de uma vez espetando com toda força, ódio e fúria, sua espada no mais sensível dos orgãos: o coração. Ao acertar o coração todo o corpo entra em colapso.

Vejo o amor como vejo um vício. A falta do amor faz o corpo reagir. Acelera, fica lento, fica alerta, se anestesia. O exercício dele, ou seja, seu uso regular e contínuo faz o corpo se iluminar. A pele e o cabelo ficam mais bonitos, o sorriso mais largo e constante: felicidade. (Ser deixado) Deixar o amor traz: raiva, calafrios, angústia, sudorese, frio, ódio, sono, insônia, choro: desintoxicar-se de uma droga.

Amor mexe diretamente com o corpo. Com o corpo e com a mente.

Seres racionais são amantes equilibrados, calibrados e certificados. Nada mais intrigante que o amor. Pensemos a respeito!

Seres sentimentais são amantes intensos, agressivos e imprevisíveis. Nada mais intrigante que o amor. Nos apaixonemos!

Boa notícia: todos amamos/amaremos.

Péssima notícia: todos amamos/amaremos.

Tudo que já passamos/passaremos nos fez/fará crescer?

Tudo que passamos/passaremos nos fez/fará bem?

O que o futuro nos reserva?

Quem souber responder me dê, imploro, a soluçõ da questão que hoje me assola.

No início e no fim a mesma pergunta: " E daí?"

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Incapaz

Você é incapaz de entender que nem todas as cores são coloridas, que nem todos os sons são audíveis, que nem toda brisa refresca.
É incapaz de compreender que nem toda linguagem comunica, que nem todo desespero é aflito, que nem toda flor é bonita.
Você é incapaz de entender que nem todo sentimento é falado, que nem todo abraço verdadeiro é dado, que nem toda comida tem sabor.
Incapaz de ver o maior dos gestos, de sentir que no mundo habita o afeto, de ver o que existia lá dentro.

Nem todo azul é azul nem toda maçã é maçã, nem toda água molha ou fogo queima.
Nem todo pedido é concedido, nem todo deus é verdadeiro, nem toda força é bruta.
Nem toda árvore devolve oxigênio, nem toda arma recolhe a vida,
Nem toda guerra é ássassina.

INCAPAZ!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Tempo



Ainda há tempo de acabar bem o ano.

Ainda há tempo de curar amores, de se desfazer de um amor, de encontrar e de reencontrar um amor. Tempo de estudar, de ser aprovado, reprovado, insultado e expulso da escola.

É tempo de eliminar aqueles 5 quilinhos, que na verdade eram 2, ms você aumentos só pra garantir, e também de ganhar aqueles 3 que te deixam tão mais gostosa (o).

Há tempo de pedir desculpa e de perdoar, de se reaproximar de velhos amigos, fzer novas amizades e de se livrr de amigos que, não mui amigos, não te fazem bem.

Tempo de pintar o cabelo, a casa, as unhas com uma cor ousada. Tempo de ganhar dinheiro, perder dinheiro, tempo de ser.

A chegada do mês de dezembro, do Papai Noel, das enjoativas e aborrecidas propagandas de carnaval nada mais são que um prenuncio do gasto descontrolado de $ no fim do ano.

Sinceramente detesto dezembro. Apesar de ser mês de aniversário de pessoas queridas destesto.

Me irrita a falsidade no abraço das pessoas, o enganoso sentimento coletivo de 'paz aos homens de boa vontade', a corrida desenfreada às lojas e mercados, e principalmente o nome de Jesus rebaixado a mais um produto.

Ainda há tempo!

Há tempo de perceber o verdadeiro, e único, significado do Natal, tempo de perceber que o mundo não passa por transformação divina no reveillón, tempo de perceber que a qualquer dia, hora ou minuto podemos dar um novo rumo para nossas vidas.

Ainda há tempo de ver que Deus está no controle de tudo, que nada somos sem Ele.

Ainda é tempo de arrependimento e perdão.

Ainda porque Deus é grande, benigno, justo e atemporal.

Lembre: AINDA!


Entenda


Querido, entenda, eu não sei.

Eu não sei.

Não sei exatamente o que é, mas sei que algo há e que é forte, é grande.

Não sei porque me prendo quando me quero soltar, não sei porque me seguro quando quero me largar, mas sei que quero.

Você me sentir tão bem. Me acalma e alivia. Acho que tenho medo de não ser o que você queria, de não ser o seu ideal.

Bem sei que meu jeito é estranho, que me escondo e te deixo confuso, minha lua está em fuso, porém não desista prossiga.

Longe de mim querer ser perfeita, só não tenho minha própria receita, não sei como me desvendar.

Não desista agora, não é chegada a hora de debandar.

Não se vá, eu peço, pois esforços não meço em me abrir.

E permitir a quem amo que me venha amar.