segunda-feira, 16 de agosto de 2010

2 de junho


3 palavras e 1 espelho, 1 som e 1 cor.
2 sorrisos e 1 luz, sintonia e calor.
E no meio milhares de sonhos e com ele a alegria
E no centro desejos, compromisso e fantasia.

Apesar do cinza imposto e dos tons pastéis
E da calamidade que o mundo nos obriga a viver,
Num piscar de olhos tudo muda
Uma nova vida é o que deve ser.


Tesouros roubados por piratas foram resgatados,
Asas quebradas são curadas.
Uma única e rara possibilidade dada,
É seguro e não há o que temer.


No mundo paralelo entrar e enxergar toda beleza;
No mais azul dos mares mergulhar e ter certeza
De que nada mais falta,
Nada mais é preciso buscar.


E uma flor no meio do deserto encontrar
Respirar seu cheiro suave e agradável
E para ela olhar e admirar
Aos seus pés descansar.


3 amores, 1 castelo. Felicidade.
4 sorrisos, 1 cuidado, 1 causa. Viver e se alegrar.
E no meio milhares de sonhos e com eles raios perfeitos de luz
E no centro um só caminho, uma nova razão para cantar.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

A Pulga


Tom de cinza acobreado
Mancha na areia branca
Destino desenrolado
Em nuvens cinzas no céu.

A flor murchou em silêncio
E o mar secou
Já não sei se fico ou se parto

Já não sei se é verdadeiro o amor.

Movediço é o terreno
Já não vejo firmeza
Hoje olhei com descaso
Suas palavras de ternura.

A mentira tem prazos
Não pedi nada em troca
Apenas que tivesse fidelidade

E verdade de qualquer maneira.

Por um momento acreditei
Que fosse você o Amor
Eternizado em ondas sonoras

Em forma e cor.

Minha voz não vê mais caminho
A não a ser a saída

Perguntei a verdade, e...

Estocada na barriga.

Em tons pastéis me despeço
Daquilo que poderia ser

Acabou-se a confiança

Nada resta

Nem o mortal prazer.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

É...

Suas palavras vinham a mim como brisa de primavera
Fresca como uma noite de verão
Sua voz me embalava pelas madrugadas
Sempre tocava minha alma, mexia com meu coração.

Toda vez que me dizia amar
Era como se o universo parasse.
Se as deuses romanas te avistassem
Zeus a seus servos mandaria que matasse.

Seu perfume me tomava por inteira
Ninguém mais desejava ter
Seu carinho me completava
Quão doces eram suas maneiras.

Até que a tempestade chegou
E por ela a terra cedeu
Suas mentiras ela desenterrou
E a neve se instalou.

Em meu peito não há lamentos
Somente morte e desencanto
Meus olhos de pesar cairam
Em meus lábios mais nenhum canto.

Perdi o que não tinha
Mas que acreditava ter.
Que cruel foste, criatura
Tão cruel que no amor já não posso crer.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

De Repente

Um dia olhei e vi que nada mais tinha a dizer, era como se minhas palavras tivessem sumido. Meu ser não se movia mais. Percebia o silêncio encher meus ouvidos.
Até que um dia o som resolveu voltar e me mostrar em que tom caminhar para devolver à minha vida certa alegria perdida em meio ao furacão que me apertava a alma e colocava à distância dos mortais seres.
Hoje o silêncio se cala a cada movimento que sua voz em mim causa e que jamais quero deixar de ouvir.
Tão de repente...

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Frase de Hoje e pra Sempre.

Frase de hoje e para sempre vinda da minha cachola, onde nada é o que parece ser.

QUEM ENCANA SEUS MALES INFLAMA!


Então desencanei, melhor do que o rastejo. Não combina com a minha personalidade. Ajoelhar e rezar? Tô fora!




domingo, 7 de fevereiro de 2010

Calabouço



No calabouço dos sentimentos me peguei querendo me desenrolar
Tentei de tudo, mas não deu. Pensei que era hora de deixar
O que tivesse que ser acontecer, tirei a cabeça de cena, coloquei a alma no lugar.

A cada passo dado percebi que o poço era mais fundo
Talvez fosse a hora de permitir que falasse o mudo.
O mudo abriu a boca com força, soltou um berro e falou pro mundo que sentir não é assim tão ruim, que me aventurasse no mergulho.

Pouco a pouco, em passos pequenos andei nos corredores do calabouço daquele que seria meu rei. As paredes eram largas no princípio, depois foram se estreitando. A cada passada em falso caia, mais e mais empacando.

Percebi que os corredores do calabouço de meu rei eram feitos de palha, não rígidos e pouco quentes. Aí vi que dúvida sempre existiria, que nada havia da "gente".

O calabouço do rei é labirinto cinza, eternamente descontente como uma criança mimada e chorosa quando vê que caiu seu dente.

Nesta cadeia não me encontro mais, o rei não mais o é, se foram suas belas palavras inesgotáveis.
Minha alma volta ao seu lugar profundo, escondido, porém quente
Até que novo rei a venha beijar e tornar as águas dos seus jardins verdadeiramente potáveis.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Curioso...


... Como vc me intriga, confunde e desacelera sem nem uma palavra falar,
E como me deixa duvidosa, no fundo curiosa, querendo saber o que vc quer de mim.
E como me deixa sem fala, meio fraca, meio tonta como barata no mar das certas incertezas.

Seu jeito de ser me deixa sem saber o que quer,
Como é,
E a que vem. E se vem, porque.

Queria que me dissesse o que aquece a lenha do seu prazer
Inegável de me fazer querer enlouquecer. E dentro dessa loucura
Vou pouco a pouco me distanciando da verdade,
Lentamente chegando até a casa da bravura inenarrável do Ser.