sábado, 15 de novembro de 2008

Quando Se Torna Uma Obrigação


Creio piamente que sentimentos são espontâneos, que nascem na alma e se transportam para o cérebro, daí para o corpo, só então o coração entra em ação.

Não acredito em amor ao primeiro olhar, amor ao primeiro falar. Não acredito em amor sem convivência.

As convenções sociais nos obrigam a estar com outra pessoa. É aí que o amor se torna uma obrigação.

Não há nada mais misterioso no mundo dos humanos que amar. Como ele se forma? Como é criado? Por que, supostamente, não se escolhe o ser amado? Mistérios que nem a sábia dona Ciência explica.

E talvez não explique porque o amor seja provindo de Deus porque Deus é amor e mistério maior não há.

Não creio também que paixão seja amor. Paixão é ardência que queima, é doideira, loucura insana: irracionalidade. Começa sem explicação, termina sem explicação. Puf! E lá se foi o "amor". Traz tristeza, confusão. Em nada se parece com o amor.

Amar? Amei. Amei por querer, amei sem saber, amei por convenção. Urgh!

Quando amar se torna uma obrigação dói. O amor é tão livre e suave que não existe comando para ele. O amor é gostoso, leve como brisa, paciente nas mais diversas situações, não é egoísta, é sublime e faz levitar. Como explicar amar quando te obrigam?

Algumas vezes amamos os que nos cercam porque assim mandaram. Nem sempre amamos nossos pais e irmãos, nem sempre amamos nossos familiares, ou a pessoa que nos ama. Não se pode tentar amar a alguém porque esse alguém nos ama!

Amo a todos os que me rodeiam em maior ou menor grau, mas amo. Feliz ou infelizmente não sei disfarçar carinho. Sei que tenho dificuldades em deixar que pessoas se aproximem de mim, entretanto, quando ocorre, envolvo e me desmancho, mostro meus lados mais bonitos, me disponho e se preciso for, saio pelo mundo para ajudar.

Não se brinca com amor, não se ama por obrigação ou conveniência.

Amar não dói, não traz infelicidade ou egoísmo.

Ame, mas ame de verdade.

Ame eternamente enquanto dure e que dure eternamente.


;)


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