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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011




E enquanto te ouço chorar e tossir me pergunto se vivi ou se sonhei o que vivemos.
E me pergunto se sei o que é amar, se sei amar, se sou capaz de amar porque pra você meu amor é insuficiente, é pouco.
E me questiono sobre os nós que fizemos e sobre o futuro que traçamos. O que vem é incerto, mas o homem faz planos...

Será que sou tão incapaz?
Será que meus sentimentos são pensamentos mais enraizados?
Será que no fundo sou apenas um bloco de gelo e não mais alguém?

E enquanto engasga e o som que sua TV produz, no meio da madrugada que me questiono e chego a crer que não sou especial, que sou mais uma delas, "daquelas".
E passo a acreditar que, por tempo demais EU estive presa e já não mais interesso.
E já não sei mais o que saber sobre MIM.

Inerte me prostro mediante sua loucura.

Já não sei pra onde ir.
Já não sei o que fazer.
Já não sei o que fiz.

E agora acredito que te fiz mal.
E já acredito que te deixei pior.
E já acredito que minha força nada é além de uma gota nos oceanos.

A dor é intensa embora não mais sentida.
Meu corpo absorveu todas as guerras do mundo.
No profundo escuro me vejo.

Me sinto vazia.

E mais sozinha do que antes estou.
E mais dentro de m im me escondo (já não confio mais no que tenho dentro das minhas grades).
E mais solitária e ferida do que jamais outrora.

Será que falhei tanto assim?
Será que nada de bom tem em mim?
Será que desconheci teu valor?

NUnca te ouvi?
Nunca te olhei?
Nunca te percebi?
Nunca te entendi?

Nunca? Nunca? Nunca?

E no mesmo saco fui jogada.
E da mesma forma comparada.
E no mesmo posto abandonada.

E agora?



Pensamentos meus vão te encontrar...

http://www.youtube.com/watch?v=NCihQPnma64
http://www.youtube.com/watch?v=DSopUVEhG8Y

http://www.youtube.com/watch?v=xYDPSj0ZZ80

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Ir


E nada hoje pode me fazer permanecer no mundo. O mundo se foi de mim. Só escuto o silêncio que ficou. As noites e dias já não me dizem nada, não as escuto. Apenas o sussurro da madurgada restou.

Olho ao redor e vejo que pouco, ou quase nada, vale a pena, que o passado recente se afogou. É preciso tomar novos rumos, traçar novas rotas. Talvez, se tivesse previsto o futuro nada teria se perdido como se perdeu.

Quero ir embora.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Milagre


Espero um milagre.

Que tipo de milagre não sei, mas o Santo é certeiro, não precisa de velas, reza ou procissão. Deus faz quando e se quer.

Sou tantas dentro de uma só que às vezes me angustia. A filha-irmã-tia-prima-sobrinha. A que dança-canta-escreve-dá aulas. A amiga-discípula-mestre. A que quer-espera-sonha. Ah, a que sonha...

Sonhar, ao contrário do que é dito, custa sim. Custa e não é barato. Sonho: ser mãe. Custo: tempo, paciência, renuncia. Sonho: deixar minha marca no mundo. Custo: muito trabalho, disposição, dedicação. Sonho: abraçar um leão. Custo: a vida.

Milagres são graças divinas que o Pai concede no momento certo para alguém específico. Sobrenatural, inesperado e bem-vindo é o milagre.

A vida é cheia de mudanças. A minha também é assim. Bem-vindos milagres, bem-vindas mudanças.

Talvez a mudança que preciso seja daquelas bem grandes, daquelas que só Deus pode desenhar. Tomara que no meu caso Ele use pincéis de ponta fina: são os que pintam mais delicada e tecnicamente.

À espera de um milagre, à espera de um pot-e-vírgula, à espera do novo, mas sem dormir no ponto. De olhos abertos ansiando Deus me repaginar com cores menos pastéis.

sábado, 15 de novembro de 2008

Quando Se Torna Uma Obrigação


Creio piamente que sentimentos são espontâneos, que nascem na alma e se transportam para o cérebro, daí para o corpo, só então o coração entra em ação.

Não acredito em amor ao primeiro olhar, amor ao primeiro falar. Não acredito em amor sem convivência.

As convenções sociais nos obrigam a estar com outra pessoa. É aí que o amor se torna uma obrigação.

Não há nada mais misterioso no mundo dos humanos que amar. Como ele se forma? Como é criado? Por que, supostamente, não se escolhe o ser amado? Mistérios que nem a sábia dona Ciência explica.

E talvez não explique porque o amor seja provindo de Deus porque Deus é amor e mistério maior não há.

Não creio também que paixão seja amor. Paixão é ardência que queima, é doideira, loucura insana: irracionalidade. Começa sem explicação, termina sem explicação. Puf! E lá se foi o "amor". Traz tristeza, confusão. Em nada se parece com o amor.

Amar? Amei. Amei por querer, amei sem saber, amei por convenção. Urgh!

Quando amar se torna uma obrigação dói. O amor é tão livre e suave que não existe comando para ele. O amor é gostoso, leve como brisa, paciente nas mais diversas situações, não é egoísta, é sublime e faz levitar. Como explicar amar quando te obrigam?

Algumas vezes amamos os que nos cercam porque assim mandaram. Nem sempre amamos nossos pais e irmãos, nem sempre amamos nossos familiares, ou a pessoa que nos ama. Não se pode tentar amar a alguém porque esse alguém nos ama!

Amo a todos os que me rodeiam em maior ou menor grau, mas amo. Feliz ou infelizmente não sei disfarçar carinho. Sei que tenho dificuldades em deixar que pessoas se aproximem de mim, entretanto, quando ocorre, envolvo e me desmancho, mostro meus lados mais bonitos, me disponho e se preciso for, saio pelo mundo para ajudar.

Não se brinca com amor, não se ama por obrigação ou conveniência.

Amar não dói, não traz infelicidade ou egoísmo.

Ame, mas ame de verdade.

Ame eternamente enquanto dure e que dure eternamente.


;)


quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Correr Atrás


Chega!

Chega de se deixar escravizar por alguém que não merece! Correr atrás nunca mais!


Quando se diviniza uma pessoa nos tornamos escravos de suas vontades, caprichos, mandos e desmandos. Nos tornamos automaticamente menores. Hora ou outra vem a decepção e com ela a depressão, o ódio, rancor, a culpa, a raiva.

Nem mesmo o amor, ou a paixão devem nos tornar dependentes. Amar não é sofrer, paixão tem prazo de validade e a atração passa. Se o que você sente dói é hora de largar de mão e partir para uma cura: cura interior.

A cura interior nos faz olhar para nós mesmos e percebermos o quão especial somos, e como podemos viver não para fazermos o outro feliz, mas sim para sermos felizes com os outros. É o somar e não se subtrair.

Quem não se ama não consegue amar como se deve, e não consegue ser amado devidamente.

Não corra atrás! Ande ao lado e no mesmo passo.


Força!


G Z

terça-feira, 11 de novembro de 2008

O Estrago


O estrago que um homem pode fazer na vida de uma mulher é maior do que ela poderia anteriormente imaginar. O que uma boca não faz... Por ela o mundo se inicia, a casa cai e a vida se transforma. O poder da boca...
Se toda pessoa soubesse que o início de uma simples conversa poderá também ser o fim de toda uma trajetória de sucessivas, e positivas, injenções de alto estima é quase certo que ela nem ouviria aquele inicial (e casualmente fatídico) "-Oi!"
Pela boca o mundo começa.
Se os homens, e mulheres, soubessem o quão perigosas suas bocas podem ser, a força inegulável que tem, pensariam melhor em quem beijar. Bebês são feitos num beijo, casamentos desfeitos num beijo, a morte e a vida decididas em questões de segundo: poderosa boca.
Curioso mesmo é pensar que a maioria de nós mulheres falam pelos cotovelos, usam mais palavras que o Aurélio possui em um único dia, mas que na hora de dizer um simples nãozinho para um homem, ou usar as palavras corretas aliadas à atitude e decisão corretas o que sai de suas bocas são soluços. Soluçõs de dor, derrota e mágoa, soluços de quem já muito falou de amor, soluços.
E se a mulher soubesse porque os homens falam pouco, mas falam tudo, nisso (e S-O-M-E-N-T-E nisso) seriam mais parecidas com eles.
De que adiantam belas e abundantes palavras se no fim o que sobra é o silêncio?

***EI, ESPERO QUE VOCÊ MELHORE LOGO! NINGUÉM QUE NÃO TE MERECE É DIGNO DAS SUAS LÁGRIMAS, NINGUÉM QUE NÃO TE MERECE É DIGNO DE TE TRAZER DOR!***

E para vocês FORÇA!

G Z

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Iniciando



Hoje é o primeiro dia do Arrasta A Mandonnna. É um dia do começo de um desabafo sem fim depois de tantas coisinhas chatas já vistas, vividas e ouvidas.


O Arrasta A Mandonnna será (ao menos pretende ser) usado para colocar em pratos limpos (ou sujar mais os pratos) dessa louca relação Mulher x Vagabundo, ops!, Mulher x Homem. Relação tal que vem desde os remotos tempos bíblicos com Adão que culpou Eva e Eva que, tadinha, não sabia de nada e culpou a Serpente por seu deslize.


O Arrasta não é escrito por uma feminista, nem por uma recalcada, ou por uma feia desqualificada, mas sim por alguém que cansou de falar e ouvir e aconselhar e se irar com as atitudes pobres, mesquinhas e sujas de meninas e meninos.


C-H-E-G-A de bancar a "mulherzinha! É hora de bancar, e manter, o MULHERÃO!


É isso aí, pessoa!

Arrrastaaaaaaaaa!!!!