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sábado, 6 de agosto de 2011

Calma aí!

Silêncio!

Cala-te e observa o mundo de fora
Pois não é hora de falar.
Quando o silêncio for por demasiado pesado
É momento do calmante se mostrar.

Silêncio aí dentro!

Cala-te e observa calada
Tua hora de expor ainda não é chegada
Teus sentimentos aqui não valem nada
Enxuga tuas lágrimas pois é hora de se recompor.

Silêncio!

Cala-te e observa apenas
Tua alma é para ti, temas
Pois momento propício jamais há de chegar
Em que abras tua boca e a compreensão se fará.

Silêncio agora!

Cala-te somente
E sê eternamente paciente
Calma com uma pluma que cai, como o som que sai na hora do estouro do espumante
Sê como um calmante.

Silêncio!

Cala-te!

A pílula fala...
A dor se instala.
O torpor se aproxima...
A solidão é prima.

Silêncio!

Cala-te eternamente!

A inconsciência consciente...
A lágrima constante.
O desligar-se do mundo...
O agito surdo.

Silêncio!

Cala-te!

Sempre...

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011




E enquanto te ouço chorar e tossir me pergunto se vivi ou se sonhei o que vivemos.
E me pergunto se sei o que é amar, se sei amar, se sou capaz de amar porque pra você meu amor é insuficiente, é pouco.
E me questiono sobre os nós que fizemos e sobre o futuro que traçamos. O que vem é incerto, mas o homem faz planos...

Será que sou tão incapaz?
Será que meus sentimentos são pensamentos mais enraizados?
Será que no fundo sou apenas um bloco de gelo e não mais alguém?

E enquanto engasga e o som que sua TV produz, no meio da madrugada que me questiono e chego a crer que não sou especial, que sou mais uma delas, "daquelas".
E passo a acreditar que, por tempo demais EU estive presa e já não mais interesso.
E já não sei mais o que saber sobre MIM.

Inerte me prostro mediante sua loucura.

Já não sei pra onde ir.
Já não sei o que fazer.
Já não sei o que fiz.

E agora acredito que te fiz mal.
E já acredito que te deixei pior.
E já acredito que minha força nada é além de uma gota nos oceanos.

A dor é intensa embora não mais sentida.
Meu corpo absorveu todas as guerras do mundo.
No profundo escuro me vejo.

Me sinto vazia.

E mais sozinha do que antes estou.
E mais dentro de m im me escondo (já não confio mais no que tenho dentro das minhas grades).
E mais solitária e ferida do que jamais outrora.

Será que falhei tanto assim?
Será que nada de bom tem em mim?
Será que desconheci teu valor?

NUnca te ouvi?
Nunca te olhei?
Nunca te percebi?
Nunca te entendi?

Nunca? Nunca? Nunca?

E no mesmo saco fui jogada.
E da mesma forma comparada.
E no mesmo posto abandonada.

E agora?



Pensamentos meus vão te encontrar...

http://www.youtube.com/watch?v=NCihQPnma64
http://www.youtube.com/watch?v=DSopUVEhG8Y

http://www.youtube.com/watch?v=xYDPSj0ZZ80