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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Silêncio


Enquanto falo agradeça, pois pode ser que venha o dia em que o silêncio virá.

Nesse dia nem um só ricochetear de língua,
Nenhuma gotícula de saliva,
Nenhum som de mim sairá.

Enquanto falo agradeça, pois pode ser que venha a hora do sol findar.

Nesse dia nem mesmo um raio de luz se fará
Nenhuma flor abrirá
De trevas teu céu se encherá.

Enquanto falo agradeça, pois pode ser que venha a Era do Calar.

De mim nenhuma palavra sairá, nenhum som se ouvirá
Nenhum sentimento se pronunciará, nenhum gesto de carinho será visto
Enquanto movo, insisto.

Pois pode ser que, um dia, minha ressonância venha a cessar.

sábado, 6 de agosto de 2011

Calma aí!

Silêncio!

Cala-te e observa o mundo de fora
Pois não é hora de falar.
Quando o silêncio for por demasiado pesado
É momento do calmante se mostrar.

Silêncio aí dentro!

Cala-te e observa calada
Tua hora de expor ainda não é chegada
Teus sentimentos aqui não valem nada
Enxuga tuas lágrimas pois é hora de se recompor.

Silêncio!

Cala-te e observa apenas
Tua alma é para ti, temas
Pois momento propício jamais há de chegar
Em que abras tua boca e a compreensão se fará.

Silêncio agora!

Cala-te somente
E sê eternamente paciente
Calma com uma pluma que cai, como o som que sai na hora do estouro do espumante
Sê como um calmante.

Silêncio!

Cala-te!

A pílula fala...
A dor se instala.
O torpor se aproxima...
A solidão é prima.

Silêncio!

Cala-te eternamente!

A inconsciência consciente...
A lágrima constante.
O desligar-se do mundo...
O agito surdo.

Silêncio!

Cala-te!

Sempre...

sábado, 14 de maio de 2011

Infinito


Desisto!

(momentos de silêncio) (até que tudo passe em mim)



sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Eu...


Queria saber pq se cala quando me mostro fraca e indefesa, quando me mostro carente, e digo o que preciso e que sinto sua falta, quando me sinto mal.

Queria saber como minha mãnha te afeta, o quanto minha deficiência te enfraquece e pq muda comigo.


Teu silêncio é comovente.

Ele bate como água gelada na lava quente, e derruba pedras em minhas portas abertas impedindo que veja quem sou.
Não me alcança quando não estou forte, soa como se não conseguisse estar comigo, como se fosse um grande incômodo, como se não fosse quem quer.

Teu silêncio grita em meus ouvidos,

Tudo o que ouço são seus lamentos,
Não escuta meu suplício e,

Já me contento com as partículas que me dá.


Agora não me sinto feliz, seria mentira dize-lo, sinto falta do teu zelo, do teu cuidado.

Me sinto boba ao confessar, penso que nem sempre me ouve, e pra mim é estranho pq me acostumou mal.

Por vezes não sei como agir.
Mentir não irei, não tenho motivos, mas é certo de que mais contida ficarei, que menos falarei, e que volto a estar mais comigo.



Hasta cuando voy a perderte? Hasta cuando te apartas de mi por causa de ella?

domingo, 12 de setembro de 2010

Zíper na Boca




A sensação de dizer a alguém pela última vez o que sente é péssima.
Ao menos para mim é.
Foi.
Está sendo.