Cala-te e observa o mundo de fora
Pois não é hora de falar.
Quando o silêncio for por demasiado pesado
É momento do calmante se mostrar.
Silêncio aí dentro!
Cala-te e observa calada
Tua hora de expor ainda não é chegada
Teus sentimentos aqui não valem nada
Enxuga tuas lágrimas pois é hora de se recompor.
Silêncio!
Cala-te e observa apenas
Tua alma é para ti, temas
Pois momento propício jamais há de chegar
Em que abras tua boca e a compreensão se fará.
Silêncio agora!
Cala-te somente
E sê eternamente paciente
Calma com uma pluma que cai, como o som que sai na hora do estouro do espumante
Sê como um calmante.
Silêncio!
Cala-te!
A pílula fala...
A dor se instala.
O torpor se aproxima...
A solidão é prima.
Silêncio!
Cala-te eternamente!
A inconsciência consciente...
A lágrima constante.
O desligar-se do mundo...
O agito surdo.
Silêncio!
Cala-te!
Sempre...
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