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sábado, 6 de agosto de 2011

Calma aí!

Silêncio!

Cala-te e observa o mundo de fora
Pois não é hora de falar.
Quando o silêncio for por demasiado pesado
É momento do calmante se mostrar.

Silêncio aí dentro!

Cala-te e observa calada
Tua hora de expor ainda não é chegada
Teus sentimentos aqui não valem nada
Enxuga tuas lágrimas pois é hora de se recompor.

Silêncio!

Cala-te e observa apenas
Tua alma é para ti, temas
Pois momento propício jamais há de chegar
Em que abras tua boca e a compreensão se fará.

Silêncio agora!

Cala-te somente
E sê eternamente paciente
Calma com uma pluma que cai, como o som que sai na hora do estouro do espumante
Sê como um calmante.

Silêncio!

Cala-te!

A pílula fala...
A dor se instala.
O torpor se aproxima...
A solidão é prima.

Silêncio!

Cala-te eternamente!

A inconsciência consciente...
A lágrima constante.
O desligar-se do mundo...
O agito surdo.

Silêncio!

Cala-te!

Sempre...

sábado, 18 de junho de 2011

Acreditenda





Acreditei em lendas - acreditenda - que nossa história fosse real
Que surpresa me trouxe agora! Seu sentimento é mortal

Acreditei em lendas - acreditenda - que o amor era infinito
Que surpresa me trouxe agora! Acabou tão rápido quanto um pirulito

Acreditei em lendas - acreditenda - que casamento era para sempre
Que surpresa tive agora: uma serpente de presente.

Acreditei em lendas - acreditenda - que me protegeria até o fim
Que surpresa tive agora: grade de proteção com tempo determinado já não protege a mim.

Acreditei em lendas - acreditenda - que deixaria de olhar seu umbigo
Mais fácil do que perseverar foi romper comigo.

Acreditei em lendas - acreditenda - que viria um dia me buscar
Que idiota juvenil com sonhos adolescentes e juvenis que sou
Por mais uma vez acreditar numa mentira.
Mesmas promessas e palavras furadas, vazias
Mesmos planos e atitudes frias.

Acreditei em lendas - acreditenda
Acreditei no amor - dor
Acreditei em você - morrer
Acreditei em nós - nós... Acreditenda.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Hoje...




Minhas forças se esgotam como água no deserto

Já não vejo ou sinto, não te percebo por perto.

E no andar das ondas pouco a pouco me diluo.

Pouco saio, pouco como, falo ou durmo.


Onde foi não sei, mas gostartia de saber

Pra onde foi tua luz, teu sorriso, meu prazer.

Pois no cair das tuas lágrimas me perdi e não o que fazer
Ao te ver sem rumo, sem ânimo, sem o futuro ver.


As cores que tinhas já não tens mais
E o cheiro doce e suave evaporou.

A força de suas mãos sumiu e te tornam incapaz
A dor é sua dona. Só olhas para trás.

E no mar do desespero se afogou
Meu navio tua onda despedaçou.


Mas meus cavalos são fortes, são guerreiros e sobrevivem

Mas meus cavalos tem brio, são de fogo e titânio
Eles são livres, são maiores e insistem

Perseveram, lutam, acreditam. Não desistem.



E enquanto te ouço chorar e tossir me pergunto se vivi ou se sonhei o que vivemos.
E me pergunto se sei o que é amar, se sei amar, se sou capaz de amar porque pra você meu amor é insuficiente, é pouco.
E me questiono sobre os nós que fizemos e sobre o futuro que traçamos. O que vem é incerto, mas o homem faz planos...

Será que sou tão incapaz?
Será que meus sentimentos são pensamentos mais enraizados?
Será que no fundo sou apenas um bloco de gelo e não mais alguém?

E enquanto engasga e o som que sua TV produz, no meio da madrugada que me questiono e chego a crer que não sou especial, que sou mais uma delas, "daquelas".
E passo a acreditar que, por tempo demais EU estive presa e já não mais interesso.
E já não sei mais o que saber sobre MIM.

Inerte me prostro mediante sua loucura.

Já não sei pra onde ir.
Já não sei o que fazer.
Já não sei o que fiz.

E agora acredito que te fiz mal.
E já acredito que te deixei pior.
E já acredito que minha força nada é além de uma gota nos oceanos.

A dor é intensa embora não mais sentida.
Meu corpo absorveu todas as guerras do mundo.
No profundo escuro me vejo.

Me sinto vazia.

E mais sozinha do que antes estou.
E mais dentro de m im me escondo (já não confio mais no que tenho dentro das minhas grades).
E mais solitária e ferida do que jamais outrora.

Será que falhei tanto assim?
Será que nada de bom tem em mim?
Será que desconheci teu valor?

NUnca te ouvi?
Nunca te olhei?
Nunca te percebi?
Nunca te entendi?

Nunca? Nunca? Nunca?

E no mesmo saco fui jogada.
E da mesma forma comparada.
E no mesmo posto abandonada.

E agora?



Pensamentos meus vão te encontrar...

http://www.youtube.com/watch?v=NCihQPnma64
http://www.youtube.com/watch?v=DSopUVEhG8Y

http://www.youtube.com/watch?v=xYDPSj0ZZ80

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Eu...


Queria saber pq se cala quando me mostro fraca e indefesa, quando me mostro carente, e digo o que preciso e que sinto sua falta, quando me sinto mal.

Queria saber como minha mãnha te afeta, o quanto minha deficiência te enfraquece e pq muda comigo.


Teu silêncio é comovente.

Ele bate como água gelada na lava quente, e derruba pedras em minhas portas abertas impedindo que veja quem sou.
Não me alcança quando não estou forte, soa como se não conseguisse estar comigo, como se fosse um grande incômodo, como se não fosse quem quer.

Teu silêncio grita em meus ouvidos,

Tudo o que ouço são seus lamentos,
Não escuta meu suplício e,

Já me contento com as partículas que me dá.


Agora não me sinto feliz, seria mentira dize-lo, sinto falta do teu zelo, do teu cuidado.

Me sinto boba ao confessar, penso que nem sempre me ouve, e pra mim é estranho pq me acostumou mal.

Por vezes não sei como agir.
Mentir não irei, não tenho motivos, mas é certo de que mais contida ficarei, que menos falarei, e que volto a estar mais comigo.



Hasta cuando voy a perderte? Hasta cuando te apartas de mi por causa de ella?

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Ir


E nada hoje pode me fazer permanecer no mundo. O mundo se foi de mim. Só escuto o silêncio que ficou. As noites e dias já não me dizem nada, não as escuto. Apenas o sussurro da madurgada restou.

Olho ao redor e vejo que pouco, ou quase nada, vale a pena, que o passado recente se afogou. É preciso tomar novos rumos, traçar novas rotas. Talvez, se tivesse previsto o futuro nada teria se perdido como se perdeu.

Quero ir embora.

domingo, 12 de setembro de 2010

Hoje


Hoje tudo o que eu disser vai sair atravessado
Fraco e quase inaudível.
Minhas palavras não são ouvidas, não tem força
Não me fazem ser compreendida.

Hoje tudo o que eu fizer será feito com esforço
O golpe foi tremendo,
Já quase não me movo.
A espada ainda atravessa meu peito.

Hoje, se eu comer, não me farei satisfeita
Tamanho o vazio em mim
Perdida sem entender onde estão o começo e o fim
Atordoada pelo tiro de misericórdia.

Hoje meus olhos nada veem
Nada trazem também.
Meu coração silencioso e moribundo a largos passos se enfraquece
Nem meu corpo jogado na fogueira aquece
O frio no qual se abate minh' alma.

102 dias foram...
102...


Ya no estás a mi lado corazón, en él alma solo tengo soledad...

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

90


Não preciso de palavras para sentir,
Não preciso de palavras para pensar,

Não preciso de palavras para sorrir,

Nem mesmo para sonhar.


E com esperança sonhei,

Até o seu medo bloquear,
Coisas que você queria,
Mas não foi capaz de suportar.

Há muito que percebo

Teu jeito indiferente no falar.

Tua escrita não mais era

Senti gelado seu tocar.


Não mais me falava com ternura,

Tampouco com a doçura inicial.

No fundo penso que não me ama

E que nem sabe o que sente por mim afinal.


Agora é passado que me atormenta
É lamento que canto com dor,
É ferida que dói ainda aberta,
Choro amargo de quem sofre por amor.