Um dia olhei e vi que nada mais tinha a dizer, era como se minhas palavras tivessem sumido. Meu ser não se movia mais. Percebia o silêncio encher meus ouvidos.
Até que um dia o som resolveu voltar e me mostrar em que tom caminhar para devolver à minha vida certa alegria perdida em meio ao furacão que me apertava a alma e colocava à distância dos mortais seres.
Hoje o silêncio se cala a cada movimento que sua voz em mim causa e que jamais quero deixar de ouvir.
Tão de repente...
segunda-feira, 14 de junho de 2010
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Frase de Hoje e pra Sempre.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Calabouço

No calabouço dos sentimentos me peguei querendo me desenrolar
Tentei de tudo, mas não deu. Pensei que era hora de deixar
O que tivesse que ser acontecer, tirei a cabeça de cena, coloquei a alma no lugar.
A cada passo dado percebi que o poço era mais fundo
Talvez fosse a hora de permitir que falasse o mudo.
O mudo abriu a boca com força, soltou um berro e falou pro mundo que sentir não é assim tão ruim, que me aventurasse no mergulho.
Pouco a pouco, em passos pequenos andei nos corredores do calabouço daquele que seria meu rei. As paredes eram largas no princípio, depois foram se estreitando. A cada passada em falso caia, mais e mais empacando.
Percebi que os corredores do calabouço de meu rei eram feitos de palha, não rígidos e pouco quentes. Aí vi que dúvida sempre existiria, que nada havia da "gente".
O calabouço do rei é labirinto cinza, eternamente descontente como uma criança mimada e chorosa quando vê que caiu seu dente.
Nesta cadeia não me encontro mais, o rei não mais o é, se foram suas belas palavras inesgotáveis.
Minha alma volta ao seu lugar profundo, escondido, porém quente
Até que novo rei a venha beijar e tornar as águas dos seus jardins verdadeiramente potáveis.
Tentei de tudo, mas não deu. Pensei que era hora de deixar
O que tivesse que ser acontecer, tirei a cabeça de cena, coloquei a alma no lugar.
A cada passo dado percebi que o poço era mais fundo
Talvez fosse a hora de permitir que falasse o mudo.
O mudo abriu a boca com força, soltou um berro e falou pro mundo que sentir não é assim tão ruim, que me aventurasse no mergulho.
Pouco a pouco, em passos pequenos andei nos corredores do calabouço daquele que seria meu rei. As paredes eram largas no princípio, depois foram se estreitando. A cada passada em falso caia, mais e mais empacando.
Percebi que os corredores do calabouço de meu rei eram feitos de palha, não rígidos e pouco quentes. Aí vi que dúvida sempre existiria, que nada havia da "gente".
O calabouço do rei é labirinto cinza, eternamente descontente como uma criança mimada e chorosa quando vê que caiu seu dente.
Nesta cadeia não me encontro mais, o rei não mais o é, se foram suas belas palavras inesgotáveis.
Minha alma volta ao seu lugar profundo, escondido, porém quente
Até que novo rei a venha beijar e tornar as águas dos seus jardins verdadeiramente potáveis.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Curioso...

... Como vc me intriga, confunde e desacelera sem nem uma palavra falar,
E como me deixa duvidosa, no fundo curiosa, querendo saber o que vc quer de mim.
E como me deixa sem fala, meio fraca, meio tonta como barata no mar das certas incertezas.
Seu jeito de ser me deixa sem saber o que quer,
Como é,
E a que vem. E se vem, porque.
Queria que me dissesse o que aquece a lenha do seu prazer
Inegável de me fazer querer enlouquecer. E dentro dessa loucura
Vou pouco a pouco me distanciando da verdade,
Lentamente chegando até a casa da bravura inenarrável do Ser.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Resposta Divina

Resposta divina a última postagem:
"Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus." Filipenses 4.6-7
Se não é resposta divina não sei o que poderia ser. Agora, se é RJ ou Amapá tb não sei, mas sei que será conforme Ele quer.
Tá nas suas mãos, Pai.
Tá nas suas mãos, Pai.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Ansiedade

Me sinto ansiosa. Hormonal e psicologica e física e profissionalmente ansiosa. Não me sinto bem assim, mas hoje não há muito o que fazer.
E por que me sinto ansiosa? Por simples razões! Causas simples como o processo de queima das florestas, com a consequência da liberação de gás carbônico. Nada demais...
Aos 20 e tantos, mais aproximados dos 30 e tantos do que dos 20 propriamente ditos, me vejo em momento de grandes decisões. Não me vejo apressada pra casar, ter filhos, uma vida traçada até o fim, um plano de previdência privada (não necessariamente nessa ordem), mas já sinto latentes coisinhas que como balzaca desejo ter, e isso tem me deixado ansiosa.
Percorrer diariamente 10km entre corrida e caminhada realmente me ajuda a ficar menos acelarada, mas ao longo do dia ela vem de novo. Me ataca ferozmente qd sozinha e no início da noite. É tão chato!
Ansiedade...
SAI DE MIM, COISA CHATA!
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Verdade...

Verdade!
Não há nada que fira mais do que a verdade, não há nada que liberte mais do que a verdade.
Verdade, não é verdade?
E a verdade tão pouco divulgada,
Tão pouco usada,
Deixada já de lado como algo fora de moda, fora da realidade,
Olhada como algo bobo e inocente, vai a largos passos se tornando mais e mais rara.
É ou não é verdade?
Hoje minha verdade me diz que minha criança precisa vir à tona,
Minha verdade diz que minha sensibilidade já não é mais minha dona,
Que há agora alguma pressa,
Que já não muito interessa o amanhã, mas o instante momento,
E a verdade vai assentando aqui dentro como as brumas de Avalon.
Verdade, confesso.
Porém confesso sem estar na presença de um padre, pois não há no mundo quem pague meu momento de confissão.
Amanhã, quem sabe, meu coração que se abre se feche, se cale,
E as ondas de calor parem
De irradiar a minha
Verdade.
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