sábado, 14 de maio de 2011

Infinito


Desisto!

(momentos de silêncio) (até que tudo passe em mim)



sexta-feira, 29 de abril de 2011

30 Guerreiros


Meus 29 guerreiros passam
Como um navio na tempestade

Sozinho, mas forte, balança

Não há âncora que lhe passe confiança.


Meus 29 guerreiros tem dentro de si cavalos Selvagens, poderosos, indomáveis
Que a qualquer momento se agitarão
E pisotearão quem estiver na frente.


Aos 29 logo mais 1 se ajuntará

E nada, ninguém que em mim ainda não está

Ficará.

Meus guerreiros tem pernas longas

Meus guerreiros tem braços compridos

Meus guerreiros tem olhos no futuro
E asas para enfrentar qualquer inimigo.

Solitários sempre foram, e ainda o são

Mas com Deus não tem erro

Eles não marcham em vão.


Guerreiros meus, avançai!


Suas lanças tomai!


Por nova aventura entrai!


Por terra sua capa lançai!


GUERREIROS MEUS, VOAI!

quinta-feira, 28 de abril de 2011


Como lutar contra o tempo se o tempo é quem comanda lentamente a vida da gente?

Sinto falta do seu jeito de príncipe, sua delicadeza e carinho, sua entrega e disposição. Sei que tem muito a fazer, que se joga para que tudo dê certo, mas quando olho ao redor procuro e procuro. Cadê você?

Não quero ficar pedindo ou exigindo nada. Não quero ser egoísta, e não o sou, mas está tão pesado, tão difícil como está. Quando paro de pensar ouço "Sozinho".

"Por que você me deixa tão solta?

Por que você não cola em mim?
Tô me sentindo muito sozinha

Não sou nem quero ser o sua dona
É que um carinho às vezes cai bem
Eu tenho meus desejos e planos secretos
Só abro pra você mais ninguém

Por que você me esquece e some? ... Onde está você agora?"

Tenho vontade de sair e ganhar o mundo, de apagar sentimentos, de conquistar e vencer. Tenho me sentido duvidosa quanto ao "nós". Milhares de ideias mirabolantes tem surgido, pensamentos esses que me esforço por esquecer. Sinto saudade.

Como a lua minguante meu coração vai errante de encontro ao que há. As questões interrogativas tem se tornado minhas amigas nas noites frias e solitárias. Sinto um certo abandono, um certo desligamento, porém, e por enquanto me contento e sigo. Persigo meus sonhos e quereres, cumpro com meus deveres.

Preciso de mais doses de você.

sexta-feira, 4 de março de 2011


E do mundo de ilusão que criei acordei. A pancada foi forte.

Volto ao mundo de onde saí, o mundo do punho forte.

Nele não tem choro nem vela, não tem coração ou chororô.

Aqui o pensamento é acelerado, sem sentimento frouxo ou juras de amor.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Raiz





No silêncio recolho todas as palavras engasgadas em mim.

Já não falo o que penso, não me expresso, apenas salvo em mim
Aquilo que um dia desejei e que hj sei que devo sim encontrar
Em algum lugar novo e perdido, mas encantado, não mais no local ali ao lado

Mas sim em algum lugar dentro de mim.



Em meu silêncio as palavras ficarão escondidos, todas juntinhas e reunidas
Até quem um dia eu as possa soltar

Até que um dia elas revejam a luz

E reencontrem o sonho juvenil

Até que elas de novo possam brotar, e crescer, em mim.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Errância




Há muito que guardo as palavras em mim com medo de que elas saiam e me preguem peças dramáticas além do real drama que passo. Já não vejo calendários lendários, manhãs ensolaradas ou passeios em jardins. Clic!


E no desejo de ir além persegui o intocável, vislumbrei o pote no fim do arco-íris, quis mais do que tinha ali. Me esforcei, ouvi, aguentei, viajei, falei menos do que devia e nadei. Clic!

Inúmeros porques e não seis e serás, e nãos entram e saem da minha cabeça. O caminho se tornou estreito e espinhoso, doloroso e cansativo e penoso e escuro para os meus, meu corpo, minha mente cansada. Que tipo de luta é essa? Clic!

Melhor de 3 e ponto final. Meu cavaleiro pressente a errância, observa uma vida inteira, e entre montanhas e vales ele se vê e sente que se virar a esquerda um novo rumo terá que escolher.

O cavaleiro está cansado, ele só desejou descansar no meio do jardim do oásis daquele imenso deserto que encontrou em seu caminho e enfrentou para vitória lograr.


Clic!


Se o oásis foi só miragem o que do cavaleiro será?

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Hoje...




Minhas forças se esgotam como água no deserto

Já não vejo ou sinto, não te percebo por perto.

E no andar das ondas pouco a pouco me diluo.

Pouco saio, pouco como, falo ou durmo.


Onde foi não sei, mas gostartia de saber

Pra onde foi tua luz, teu sorriso, meu prazer.

Pois no cair das tuas lágrimas me perdi e não o que fazer
Ao te ver sem rumo, sem ânimo, sem o futuro ver.


As cores que tinhas já não tens mais
E o cheiro doce e suave evaporou.

A força de suas mãos sumiu e te tornam incapaz
A dor é sua dona. Só olhas para trás.

E no mar do desespero se afogou
Meu navio tua onda despedaçou.


Mas meus cavalos são fortes, são guerreiros e sobrevivem

Mas meus cavalos tem brio, são de fogo e titânio
Eles são livres, são maiores e insistem

Perseveram, lutam, acreditam. Não desistem.