quinta-feira, 28 de abril de 2011


Como lutar contra o tempo se o tempo é quem comanda lentamente a vida da gente?

Sinto falta do seu jeito de príncipe, sua delicadeza e carinho, sua entrega e disposição. Sei que tem muito a fazer, que se joga para que tudo dê certo, mas quando olho ao redor procuro e procuro. Cadê você?

Não quero ficar pedindo ou exigindo nada. Não quero ser egoísta, e não o sou, mas está tão pesado, tão difícil como está. Quando paro de pensar ouço "Sozinho".

"Por que você me deixa tão solta?

Por que você não cola em mim?
Tô me sentindo muito sozinha

Não sou nem quero ser o sua dona
É que um carinho às vezes cai bem
Eu tenho meus desejos e planos secretos
Só abro pra você mais ninguém

Por que você me esquece e some? ... Onde está você agora?"

Tenho vontade de sair e ganhar o mundo, de apagar sentimentos, de conquistar e vencer. Tenho me sentido duvidosa quanto ao "nós". Milhares de ideias mirabolantes tem surgido, pensamentos esses que me esforço por esquecer. Sinto saudade.

Como a lua minguante meu coração vai errante de encontro ao que há. As questões interrogativas tem se tornado minhas amigas nas noites frias e solitárias. Sinto um certo abandono, um certo desligamento, porém, e por enquanto me contento e sigo. Persigo meus sonhos e quereres, cumpro com meus deveres.

Preciso de mais doses de você.

sexta-feira, 4 de março de 2011


E do mundo de ilusão que criei acordei. A pancada foi forte.

Volto ao mundo de onde saí, o mundo do punho forte.

Nele não tem choro nem vela, não tem coração ou chororô.

Aqui o pensamento é acelerado, sem sentimento frouxo ou juras de amor.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Raiz





No silêncio recolho todas as palavras engasgadas em mim.

Já não falo o que penso, não me expresso, apenas salvo em mim
Aquilo que um dia desejei e que hj sei que devo sim encontrar
Em algum lugar novo e perdido, mas encantado, não mais no local ali ao lado

Mas sim em algum lugar dentro de mim.



Em meu silêncio as palavras ficarão escondidos, todas juntinhas e reunidas
Até quem um dia eu as possa soltar

Até que um dia elas revejam a luz

E reencontrem o sonho juvenil

Até que elas de novo possam brotar, e crescer, em mim.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Errância




Há muito que guardo as palavras em mim com medo de que elas saiam e me preguem peças dramáticas além do real drama que passo. Já não vejo calendários lendários, manhãs ensolaradas ou passeios em jardins. Clic!


E no desejo de ir além persegui o intocável, vislumbrei o pote no fim do arco-íris, quis mais do que tinha ali. Me esforcei, ouvi, aguentei, viajei, falei menos do que devia e nadei. Clic!

Inúmeros porques e não seis e serás, e nãos entram e saem da minha cabeça. O caminho se tornou estreito e espinhoso, doloroso e cansativo e penoso e escuro para os meus, meu corpo, minha mente cansada. Que tipo de luta é essa? Clic!

Melhor de 3 e ponto final. Meu cavaleiro pressente a errância, observa uma vida inteira, e entre montanhas e vales ele se vê e sente que se virar a esquerda um novo rumo terá que escolher.

O cavaleiro está cansado, ele só desejou descansar no meio do jardim do oásis daquele imenso deserto que encontrou em seu caminho e enfrentou para vitória lograr.


Clic!


Se o oásis foi só miragem o que do cavaleiro será?

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Hoje...




Minhas forças se esgotam como água no deserto

Já não vejo ou sinto, não te percebo por perto.

E no andar das ondas pouco a pouco me diluo.

Pouco saio, pouco como, falo ou durmo.


Onde foi não sei, mas gostartia de saber

Pra onde foi tua luz, teu sorriso, meu prazer.

Pois no cair das tuas lágrimas me perdi e não o que fazer
Ao te ver sem rumo, sem ânimo, sem o futuro ver.


As cores que tinhas já não tens mais
E o cheiro doce e suave evaporou.

A força de suas mãos sumiu e te tornam incapaz
A dor é sua dona. Só olhas para trás.

E no mar do desespero se afogou
Meu navio tua onda despedaçou.


Mas meus cavalos são fortes, são guerreiros e sobrevivem

Mas meus cavalos tem brio, são de fogo e titânio
Eles são livres, são maiores e insistem

Perseveram, lutam, acreditam. Não desistem.



E enquanto te ouço chorar e tossir me pergunto se vivi ou se sonhei o que vivemos.
E me pergunto se sei o que é amar, se sei amar, se sou capaz de amar porque pra você meu amor é insuficiente, é pouco.
E me questiono sobre os nós que fizemos e sobre o futuro que traçamos. O que vem é incerto, mas o homem faz planos...

Será que sou tão incapaz?
Será que meus sentimentos são pensamentos mais enraizados?
Será que no fundo sou apenas um bloco de gelo e não mais alguém?

E enquanto engasga e o som que sua TV produz, no meio da madrugada que me questiono e chego a crer que não sou especial, que sou mais uma delas, "daquelas".
E passo a acreditar que, por tempo demais EU estive presa e já não mais interesso.
E já não sei mais o que saber sobre MIM.

Inerte me prostro mediante sua loucura.

Já não sei pra onde ir.
Já não sei o que fazer.
Já não sei o que fiz.

E agora acredito que te fiz mal.
E já acredito que te deixei pior.
E já acredito que minha força nada é além de uma gota nos oceanos.

A dor é intensa embora não mais sentida.
Meu corpo absorveu todas as guerras do mundo.
No profundo escuro me vejo.

Me sinto vazia.

E mais sozinha do que antes estou.
E mais dentro de m im me escondo (já não confio mais no que tenho dentro das minhas grades).
E mais solitária e ferida do que jamais outrora.

Será que falhei tanto assim?
Será que nada de bom tem em mim?
Será que desconheci teu valor?

NUnca te ouvi?
Nunca te olhei?
Nunca te percebi?
Nunca te entendi?

Nunca? Nunca? Nunca?

E no mesmo saco fui jogada.
E da mesma forma comparada.
E no mesmo posto abandonada.

E agora?



Pensamentos meus vão te encontrar...

http://www.youtube.com/watch?v=NCihQPnma64
http://www.youtube.com/watch?v=DSopUVEhG8Y

http://www.youtube.com/watch?v=xYDPSj0ZZ80

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Eu...


Queria saber pq se cala quando me mostro fraca e indefesa, quando me mostro carente, e digo o que preciso e que sinto sua falta, quando me sinto mal.

Queria saber como minha mãnha te afeta, o quanto minha deficiência te enfraquece e pq muda comigo.


Teu silêncio é comovente.

Ele bate como água gelada na lava quente, e derruba pedras em minhas portas abertas impedindo que veja quem sou.
Não me alcança quando não estou forte, soa como se não conseguisse estar comigo, como se fosse um grande incômodo, como se não fosse quem quer.

Teu silêncio grita em meus ouvidos,

Tudo o que ouço são seus lamentos,
Não escuta meu suplício e,

Já me contento com as partículas que me dá.


Agora não me sinto feliz, seria mentira dize-lo, sinto falta do teu zelo, do teu cuidado.

Me sinto boba ao confessar, penso que nem sempre me ouve, e pra mim é estranho pq me acostumou mal.

Por vezes não sei como agir.
Mentir não irei, não tenho motivos, mas é certo de que mais contida ficarei, que menos falarei, e que volto a estar mais comigo.



Hasta cuando voy a perderte? Hasta cuando te apartas de mi por causa de ella?